O que dados do sistema bancário podem revelar sobre a desigualdade de gênero?

Neste artigo de Eric Parrado, publicado no website do World Economic Forum, ele apresenta dados do sistema bancário para mostrar a diferença na participação de homens e mulheres na economia.

O relatório da Superintendência do Chile de Bancos e Instituições Financeiras aponta a a desigualdade de gênero no uso e no acesso a produtos bancários. Os dados são surpreendentes. Apesar das mulheres tenderem a ser melhor pagadoras, mulheres emprestam menos, em termos de valores de empréstimos imobiliários, do que homens (17% a menos). No que se refere a empréstimos para consumo, a diferença é ainda maior: o valor médio nessa modalidade é 32% menor para mulheres se comparado a seus pares masculinos. A duração dos empréstimos tende a não variar por gênero, mas e a taxa de juros? Pois é, as mulheres pagam mais do que homens no sistema financeiro chileno. Elas pagam uma taxa 15% maior.

O que esses dados revelam? Primeiramente, que a remuneração para mulheres no sistema econômico é menor e isso se reflete no seu acesso a produtos bancários. Também a vulnerabilidade de seus contratos de emprego tende a reforçar essa desigualdade. O argumento principal do autor é o de que devemos reconhecer o viés inconsciente (?) contra mulheres no sistema econômico, e que instituições e indivíduos têm o dever de aplicar um viés consciente em favor delas em todas as suas decisões.

O artigo é interessante e vale a leitura. Há um link direto para a íntegra do relatório chileno.

Camila Villard Duran

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